
Com a identificação dos terroristas que mataram 12 pessoas hoje em Paris, e as declarações de chefes de estados em defesa da "liberdade de expressão", está formado mais um "samba do crioulo doido", como dizia minha avó.
Liberdade de expressão é ridicularizar religiões? É fomentar discórdia e conflitos entre religiosos? Desde quando?
O jornal Charlie Hebdo não passa de um jornaleco provocativo e irresponsável. Diversas vezes alguns extremistas deixaram claro que se vingariam dos desenhos ridicularizando o profeta Maomé. O próprio diretor do jornal, um dos assassinados hoje, andava com escolta policial porque estava jurado de morte.
O jornal colheu aquilo que plantou. Provocou até a exaustão os fanáticos extremistas que covardemente mataram 12 pessoas. Ganhou alguma notoriedade atacando cristãos e muçulmanos, mas pagaram um preço muito alto por isso. A capa publicada acima demonstra a baixaria e a irresponsabilidade do jornal.
O governo francês está colhendo aquilo que plantou. Dois dos terroristas são franco-argelinos, isto é, são franceses filhos de argelinos, militantes do Levante Islâmico, a organização terrorista que recebeu apoio e dinheiro do governo francês para tentar derrubar o presidente da Síria. Os argelinos foram colonizados e aterrorizados pelos franceses na Guerra da Argélia.
Os franceses foram os primeiros a bombardear a Líbia em 2011, em uma guerra que destruiu o país, covardemente.
A serpente está mordendo o próprio rabo e Paris deixou de ser uma cidade segura. A partir de agora, como disse um religioso francês entrevistado pelo Le Parisien, "a guerra foi declarada". Salve-se quem puder.
Carla Regina - MDD, Paraná - Brasil